EFEITOS
PSICOLÓGICOS NOCIVOS DECORRENTES DO ABORTO
CONTRA FATOS
NÃO VALEM ARGUMENTOS
(TAMPOUCO AS
OPINIÕES DE GRUPOS DE PRESSÃO DA CULTURA DA MORTE)
1. “Quando a mulher está grávida,
é secretado o hormônio da manutenção da gravidez, a progesterona,
o qual adapta o corpo feminino à nova realidade biológica
através de sinais que interagem as 75 trilhões de células,
tornando a mulher, mãe do ser em seu ventre concebido. Quando a
gravidez é interrompida com o aborto, ocorre uma diminuição
abrupta de neurotransmissores secretados pelas células nervosas,
ocorrendo por este motivo um desequilíbrio nos sinais celulares
– é a depressão causada por motivos moleculares e,
conseqüentemente, levando ao aumento da taxa de suicídio e
infertilidade.”
(Fonte: Dra.
Lílian Piñero Eça, biomédica, pesquisadora em biologia
molecular pela Universidade Federal de São Paulo (Brasil) no
artigo “Aborto: liberdade feminina para escolher a
própria morte” publicado no Jornal do Advogado em
março de 2006)
Por quê? – Porque... a realidade
de ser mãe se inicia no momento da concepção, logo, qualquer
tentativa induzida de aborto, independente das condições em que
esse indivíduo é gerado (desejado ou não-desejado), será
conseqüência do assassinato do próprio filho pela mãe.
2. Estudo que comprova as
pesquisas moleculares da Dra. Lílian foi realizado nos Estados
Unidos (EUA) pela Dra. Priscilla Coleman, professora de
Desenvolvimento Humano e Estudos Familiares da “Bowling Green
State University”, com 1.000 mulheres para descobrir as
diferenças entre as adolescentes que tinham dado à luz e as que
tinham praticado o aborto diante de uma gravidez inesperada. Ela
constatou que as adolescentes que procederam ao aborto
manifestaram cinco vezes mais necessidade de ajuda
psicológica do que as que tiveram seus filhos. A
pesquisadora afirma que “ser mãe na adolescência é
inevitavelmente uma experiência que implica dificuldades, mas a
ocorrência de problemas psicológicos com a prática do aborto é
muito maior do que com a condução da gravidez”.
(Fonte:
Agência de notícias ZENIT, 01 de setembro de 2006, artigo
intitulado “Estudo demonstra que adolescentes que
abortam têm mais problemas psicológicos”.)
3. Nova Zelândia, um estudo
similar realizado com 1.265 mulheres, das quais 500 engravidaram,
pelo menos uma vez, aos 25 anos, e 90 delas interromperam a
gravidez através do aborto. Destas, 42% sofreram depressão,
tendências suicidas, abuso de drogas e álcool.
(Fonte:
Agência de Imprensa (ACI), dia 06 de jan. de 2006, em
“Estudo revela que o aborto - e não a gravidez - pode causar
problemas mentais”)
4. Em 25 de janeiro de 2006, a
mesma agência noticiou outra pesquisa de Pricilla Coleman,
“Mulheres que abortaram consomem álcool e drogas para superar
trauma”, informando que elas têm “cinco vezes mais
probabilidades de consumir drogas e álcool do que uma mulher que
não abortou”.
5. Em outro estudo, a Dra.
Coleman observou uma relação entre abuso e maus tratos infantis
2,4 vezes maiores por mães que se submeteram a um aborto
induzido na sua vida pregressa. A pesquisa, com 518 mulheres de
baixa renda de Baltimore (Estados Unidos), publicada no “Acta
Paediatrica” em 2005, sugeria que “as dificuldades emocionais e
a resposta insuficiente à dor” poderiam levar a atitudes
negativas com os outros filhos que essas mães gerariam no futuro,
pois “a história maternal de um aborto induzido parece ser um
indicador do aumento do risco para o mau trato infantil”
(Fonte:
Agencia ACI dia 07 de novembro de 2005: “Estudo
demonstra que aborto pode aumentar risco de maus tratos
infantis”)
Logo, ao contrário do que dizem
os abortistas (que é melhor para a mulher dar cabo de filhos
“não desejados” ainda intra-útero, do que tê-los), o aborto
acarreta em maior risco de violência para com outros filhos
“desejados” que essa mulher possa vir a ter ao longo de sua vida.
Se essas mulheres não tivessem optado pelo aborto, não sofreriam
o trauma psíquico que ele causa e não projetariam isso n’outras
crianças, poderiam, inclusive, ter dado a luz ao filho não
planejado e cuidado dele e dos outros que viessem com mais
carinho, paciência e amor. As incompreensões e críticas da
sociedade passam, assemelham-se a um barulho produzido por uma
notícia que se espalha e perde-se, mas um aborto fica gravado na
história e na psique da mulher para sempre.
6. Psicólogo estudou o contexto
que leva uma mulher a abortar e os efeitos que se seguem em
decorrência desse ato: “o que ela consente que se mate é seu
filho, é o ‘bebê que tem na barriga’. Pois a boca da mulher pode
pronunciar que palavra for - mas ela sabe o que é o que lhe está
na barriga, ela sabe que escolheu voluntariamente a
possibilidade de ter o que tem na barriga. O que lá está é seu
filho, tão verdadeiro quanto ela mesma”.
7. Exemplo: Janice, uma
mulher casada, resolveu abortar o primeiro filho porque não se
sentia preparada para tê-lo e explica: “Como disse, só no dia
após a operação, é que tive consciência de que 'aquilo' de que
me tinha livrado não era um monte de geléia, mas meu próprio
filho. Só quando ele não mais existia é que se tornou real”.
Após a cirurgia, ela sentiu uma vontade incontrolável de ver uma
criança “passar a mão no seu rostinho, sentir a sua pele
macia”.
O psicólogo Joel Nunes comenta:
“O que permite concluir que todo e qualquer elemento (interocorrência)
que envolva uma vida, traumático ou não, vai tendo importância
psicológica esvaziada quanto mais a vida vai assumindo expressão
concreta, sob a forma de choro do recém-nascido”. Janice
visitou uma cunhada que tinha uma criança: “peguei a filhinha
dela, de quinze meses, estreitei-a ao peito”, sua vontade de ter
um bebê aumentou e ela ficou grávida do marido, novamente, pouco
tempo depois: “a gravidez foi o período mais infeliz da minha
vida. Mês após mês, cada pontada, cada contração me lembrava do
'monte de geléia' anterior (...) Pensei que depois que
Sammy nascesse eu iria esquecer, que ele iria substituir o
primeiro. Mas não foi assim. Penso no meu primeiro filho todo o
tempo. Este ano, no dia do aniversário [do aborto],
deixei Sammy com minha mãe durante o dia porque não suportava
olhar para ele e lembrar-me”.
O psicólogo explica: “Tendo
consentido que um certo filho fosse morto, ela posteriormente
poderá ter um batalhão de outros filhos, cada um deles
afigurando-se, no seu coração (ou seja, isto sendo-lhe portanto
mais real e constante do que são reais os filhos que vê com os
olhos "que a terra há de comer"), que precisamente este poderia
ter sido aquele que foi morto. (...) A eliminação de uma vida
não tem como ser compensada com a gestação de outra.
8. Mulheres que abortaram têm
maiores chances de vir a abortar novamente devido mesmo aos
inúmeros traumas que a prática acarreta com diminuição de auto-estima,
um desejo consciente ou inconsciente por uma gravidez de
“substituição” e uma maior atividade sexual pós-aborto.
Nancy conhece um homem
recém-separado e é babá da pequena filha dele, Jane, que tinha
entre 7 e 8 anos. Com o tempo, os dois se envolvem e ela
engravida: “Quando ele me disse que não intencionava casar
novamente, nunca mais, fiquei transtornada. Senti-me gelada,
entorpecida, completamente arrasada. Não que ele não quisesse
mais saber de mim, mas simplesmente porque ele não queria casar
comigo. Disse que eu resolvesse se queria continuar a gravidez
ou abortar. De repente, cavou-se entre nós um abismo terrível.
Sentia-me sozinha”.
Abortou uma primeira vez, e
mudou sua relação tanto com o companheiro quanto com a criança.
Sentiu-se deprimida: “Naturalmente aos poucos consegui vencer
a depressão. Mas mudei. Senti que tinha mudado”.
Eles continuaram o
relacionamento, mas agora ela exigia que ele se afastasse da
filha o que, aos poucos, aconteceu, e ela não seria mais babá da
menina. Nancy, no decorrer do caso, engravida novamente, o
namorado diz que o aborto é uma decisão dela e ele não quer se
intrometer nisso, ela aborta outra vez. Observa-se, no início do
relato, o quanto ela gostava de crianças: “Eu sempre tinha
sido babá. Gostava de crianças e vinha de uma família numerosa,
e isto era um trabalho bastante fácil”. Depois dos dois
abortos, entretanto, ela afirma: “Como eu odeio esta palavra
'criança'. Ele sente-se radiante quando está com Jane ou outras
crianças. Sabe divertir-se com elas.” Lembra-se de como
poderiam ser seus filhos que foram suprimidos: “Fico às vezes
matutando se meus filhos se pareceriam com Jane, se seriam mais
inteligentes, mais bonitos, meninos ou meninas”. E revela
seu sentimento de frustração e baixa auto-estima quanto à
maternidade: “Não ligava para Jane, não pensava que iria
rejeitá-la um dia. Ela também tinha necessidade de amor, de mais
amor do que as outras crianças, por causa do casamento desfeito,
e eu não posso dar-lhe este amor”.
Joel Nunes conclui:
“Modifique-se psicologicamente a mulher, fazendo-a consentir
conscientemente com o ato que, em si mesmo, é a negação da
humanidade da criança, qual seja, a morte do próprio filho (...)
a mulher que consente com o aborto, "suicida", faz morrer algo
em si mesma, para sempre (...) Ora, isto que "morre para sempre"
na mulher é justamente aquilo que confere à mulher "moral" para
reclamar e sobrepujar o erro, mas não um errinho besta, mas o
erro entendido em sua acepção forte, de falsificação (ou negação)
do real”.
Essa falsificação da realidade
de ser mãe com as tentativas de negar a humanidade da criança a
fim de esmagá-la em seu ventre, desenvolvem traumas na mulher
que se submete ao aborto, fazendo-a relembrar-se do ato nas
vezes em que olha para um filho que posteriormente teve, ou
mesmo para um bebê de outra mulher. Ao contrário do que se
costuma divulgar, a mulher que olha para o filho concebido em
estupro não se lembra da violência em si, porque sabe que a
criança nascida não tem culpa do acontecimento pretérito. Já a
que aborta, sabe que a culpa de ter suprimido uma vida inocente
e indefesa foi uma escolha dela e lembra-se disso toda vez que
olha para um bebê e imagina quantos anos, ou como seria
justamente aquele filho que ela nunca deixou vir à luz.
Destarte, uma mulher que tem o aborto em sua história de vida,
manifesta e exterioriza como reage perante esse erro ao mundo de
alguma maneira.
(Fonte: Joel
Nunes dos Santos, em 19 de maio de 2002, artigo
“Alguns efeitos psicológicos do aborto”
http://www.universo catolico. com.br/content/ view/423/ 149/
)
9. A mãe que consente no aborto,
costuma desenvolver um quadro típico chamado “Síndrome Pós-
Aborto”: queda de auto-estima, aversão ao marido ou amante,
frustrações no seu instinto materno, depressão, neuroses
diversas. No sítio
www.providaanapolis.org.br existe o exemplo de
Juliana. Com 25 anos foi morar em Londres, conheceu um rapaz
e, aos 26 anos, engravidou e abortou, resultado:
- Frustração no seu
instinto materno: “senti que nao era boa o suficiente
pra ser mãe...ja que meu namorado falava isso o tempo todo
(sic)”;
- Insônias: “ele
estava com 13 semanas...ja formadinho.. .era o meu bebezinho...a
pessoinha que eu mais quis na minha vida... mas minha
fraqueza e meu egoismo nao a deixaram vir ao mundo... sonho
com essa imagem a cada noite que eu consigo dormir...quando
consigo...porque já não durmo bem... (sic)”;
- Depressão e aversão ao
amante: “....chorava muito... o arrependimento dói na
alma.. .ele chegou um dia do trabalho e me disse q nao
entendia porque eu chorava tanto... ‘aquilo nao tinha vida’
dizia ele.... minha mágoa por ele cresce e cresce a cada dia...porque
eu matei meu bebê e ele o ofende como se não fosse
nada...(sic)”;
- Tentativa repetida de
suicídio: “Um dia estava tendo mais um acesso de
insanidade... queria me matar novamente... foi uma crise
horrivel.. .eu chorava muito... fiquei descontrolada... não
tinha ninguém comigo...(sic)”.
Excertos Emanuelle Carvalho
Moura
Teresina, fevereiro de 2007